R.: Esta pergunta toca em vários pontos interessantes. Primeiro vou falar do que mais interessa, que é sobre o futuro do Corsa. O Corsa vai mudar sim. Já está na hora. Mas isso não significa que seja agora. A GM tem muitos planos de renovação de sua linha em geral e o Corsa, com certeza, está contemplado. Mas não sabemos quando isso vai ocorrer. Pode ser na linha 2009, pode ser na 2010. Se a atual carroceria resistir, talvez assuma o lugar do Classic hoje, que um dia já foi Corsa.
Se você gosta do Corsa, fique com o Corsa. Ele também é a minha escolha diante do Prisma.
O segundo ponto que quero abordar é o fato de nós brasileiros termos nos acostumado a ficar anos sem mudanças em nossos carros e agora nos sentirmos desconfortáveis com as novidades. E, não é só isso. Nós também nos acostumamos a ver o carro como investimento, o que, nos dias de hoje, não é.Carro é para comprar usar e vender depois com a depreciação que todo bem sofre.
Tudo bem fazer escolhas com critério, porque dinheiro não dá em árvore. Mas é preciso rever a nossa relação com os automóveis, que desvalorizam e a cada geração se renovam mais rapidamente.
Por último, quero falar dos vendedores. Não se pode generalizar, mas é preciso desconfiar do que eles falam. No caso do Corsa x Prisma ficou claro que os vendedores da GM estavam empurrando o Prisma para você (não sei também por que razão, mas estavam).
Tenho ouvido e testemunhado muitas histórias de vendedores. Esse problema é tão antigo quanto o automóvel e, embora o consumidor atual seja mais bem informado e existam canais de proteção a que recorrer, os comerciantes não perdem o hábito de mentir.
Basta olhar os anúncios classificados (de carros usados). Se todos os carros anunciados fossem mesmo: “impecável”, “estado de novo”, “sem detalhes”, “baixa km” e por ai a fora, o mundo seria uma maravilha.
O comprador precisa estar atento ao que vê e ouve – o que às vezes é difícil, principalmente, quando a gente acha que encontrou o carro dos nossos sonhos.
Outro dia um vendedor (Mauro, da loja Paulinho Automóveis, do bairro da Lapa, em São Paulo) tentou me convencer que as lanternas de um Mercedes Classe C eram mesmo “irregulares” em sua forma e não estavam derretidas como eu havia constatado.
A cara da pau de alguns profissionais é impressionante. O cliente está vendo que o carro tem problemas e eles afirmando que o veículo é perfeito.
Fonte: Site Quatro Rodas
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