




Chevrolet Volt chega com responsabilidade de carregar a GM
Modelo, o primeiro elétrico com autonomia estendida, promete revolucionar o automóvel
Texto: Gustavo Henrique Ruffo Fotos: Divulgação
(16-09-08) - A General Motors nasceu há exatos cem anos, em 16 de setembro de 1908. Ao comemorar seu centenário, a marca optou por não falar do passado, mas sim dos próximos cem anos, nos quais sua liderança mundial histórica, já há muito tempo ameaçada, tem mais chances de cair. Para continuar na frente, a empresa está depositando todas as suas fichas no primeiro carro elétrico com autonomia estendida do mundo, o Volt, apresentado exatamente na data do centenário.Na corrida para um carro que não dependa mais tanto do petróleo, o Volt é sem dúvida o passo mais longo que a indústria automobilística já deu. Chamado de híbrido, definição que nós mesmos já usamos, erroneamente, tantas vezes, o Volt conta com um motor a combustão da Família 0, um três-cilindros de 1 litro, turbo, que só serve para carregar as baterias que impulsionam seu motor elétrico de 150 cv e 370 Nm de torque. Com isso, o motor a combustão, quando acionado, pode funcionar do jeito mais econômico, diminuindo as emissões de poluentes consideravelmente.A expressão “quando acionado” não é mera retórica. Como bom carro elétrico, o Volt poderá ter suas baterias carregadas na rede elétrica comum, à noite. Só com essa carga o Volt conseguirá percorrer até 60 km por dia, o suficiente na maioria dos deslocamentos urbanos. Com o motor a combustão funcionando, ele consegue rodar até 1.030 km com um tanque de combustível. É de dar inveja aos melhores diesel do mercado.Com 4,40 m de comprimento, 1,80 m de largura, 1,43 de altura e um entreeixos de 2,69 m, o Volt tem velocidade máxima limitada a 161 km/h para preservar suas baterias de íons de lítio. Com 301 l de porta-malas, o Volt carrega só quatro pessoas. O quinto passageiro foi sacrificado pelo pacote de baterias instalado onde, em carros comuns, vai o túnel da transmissão.O desenho ousado do conceito se perdeu, segundo a GM, por exigências legais e aerodinâmicas. Outro argumento usado pela marca para não ousar tanto no desenho são os objetivos de venda. Era preciso que o carro agradasse a todos os compradores para que atingisse os volumes esperados pela empresa.Espera-se que o Volt comece a ser vendido em 2010 ou, no mais tardar, no começo de 2011. Com o risco de seu desenho se tornar ultrapassado pela hiperexposição, o modelo, ainda assim, vai oferecer aos consumidores algo que as baterias atuais ainda não permitem: um carro elétrico com o qual será possível viajar. Com a autonomia de mais de 1.000 km do Volt, a viagem pode até ser longa, assim como a que a GM terá de empreender para se manter na liderança de mercado. Continuamos ansiosos para ver nas lojas o que a GM chama de reinvenção do automóvel. Se o Volt for bem aceito pelo mercado, essa frase deixará de soar pretensiosa para se tornar visionária.
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